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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Orlando Luz vai à semifinal e pode ser o número 1; veja mais!

Nesta quinta-feira, Orlando Luz mostrou o porque dele continuar fazendo história em Roland Garros. O gaúcho é o cabeça de chave número dois e tem vaga garantida nas semifinais. Ele derrubou o atleta da casa Johan Sebastien Tatlot, nono pré-classificado, em baralha de três sets, com placar final de 7/5, 5/7 e 6/4, em 2h09 de jogo. 

Sendo assim, em busca de um lugar na decisão do Grand Slam francês, o brasileiro vai enfrentar o russo Andrey Rublev, o quarto favorito, que também jogou três sets com o norte-americano Stefan Kozlov, cabeça de chave número 6, com parciais de 7/5, 3/6 e 6/4, após 2h36 de partida. 

O jogo também valerá a liderança do ranking para o gaúcho de Carazinho, que compeltou 16 anos em fevereiro. Ele já chegou a ocupar o segundo posto nesta temporada e desta vez também leva a vantagem de o atual número 1, o alemão Alexander Zverev, não ter disputado a competição sobre o saibro francês.

Foto: Divulgação

Atual número 5 do mundo no juvenil, Rublev chega embalado com excelentes campanhas nos dois últimos torneios que disputou antes de Roland Garros. Em Madri, ele ficou com o vice-campeonato no Trofeo Juan Carlo Ferrero, mesma campanha que teve em Milão, na 55ª edição do tradicional Trofeo Bonfiglio.

Será a primeira vez que o russo irá cruzar o caminho de Orlandinho, terceiro mais bem colocado no ranking juvenil. O gaúcho não teve desempenhos tão destacáveis às vésperas do Slam francês, indo às quartas do Bonfiglio e no Astrid Bowl, em Charleroi. Porém, o gaúcho tem os importantes títulos da Copa Gerdau e do Banana Bowl neste ano.

O paulista Marcelo Zormann, cabeça de chave 14, não conseguiu repetir Orlandinho e acabou parando nas quartas. Seu algoz na competição foi o espanhol Jaume Antoni Munar, que venceu com autoridade, aplicando parciais de 6/1 e 6/2. O espanhol terá pela frente quem levar a melhor no embate envolvendo o sul-coreano Seong-Chan Hong e o francês Quentin Halys.

Com informações de Tenis Brasil

terça-feira, 3 de junho de 2014

Julgada acima do peso pela USTA, Taylor Townsend dá show no aberto da França 2014; veja o vídeo!

Quando Taylor Townsend tinha 16 anos, em setembro de 2012, ela ocupava o posto de número 1 do mundo no ranking juvenil. A atleta já havia sido campeã do Australian Open em simples e de Wimbledon em duplas. Que Taylor tinha talento, era mais do que certo.

No entanto, naquele mês, a USTA (United States Tennis Association, a federação do país), responsável pelo desenvolvimento do tênis nos Estados Unidos, cortou a verba de apoio à tenista. Ou seja, Taylor não teria mais dinheiro para viajar e disputar torneios enquanto não perdesse peso.

Na época, essa questão gerou uma grande polêmica com o diretor Patrick McEnroe dizendo publicamente que a preocupação com a saúde era a prioridade. Além disso, a USTA pediu que a moça não disputasse o US Open juvenil daquele ano. E se a mãe da atleta não tivesse algumas economias, ela não teria participado do maior torneio de seu país, e também um dos maiores do circuito mundial.

Em campeonatos que ocorreram antes disso, a atleta chegou a sentir cansaço nas partidas, e, por isso, a federação achou necessário focar mais no preparo físico. Sendo assim, a menina dobrou seus horários de treino. No entanto, descobriu que a fadiga era devido a um problema de saúde. Taylor tinha uma deficiência de ferro que por pouco não exigiu uma transfusão de sangue. Depois disso, a USTA reembolsou a família pelos gastos durante o US Open juvenil.

Mas isso não adiantou muita coisa. Afinal, a atleta foi exposta publicamente por estar com o peso a mais do que o padrão determina, e a USTA ficou como a malvada da história. Mas mesmo assim, a jovem continuou treinando em um dos CTs da entidade por um tempo. Quando a mídia estava envolvida, não haviam críticas de ninguém. Dos dois lados, as declarações davam conta de que família e USTA estavam trabalhando juntas. No segundo semestre do ano passado, a relação chegou ao fim.

Foto: Divulgação

Taylor agora divide-se entre Chicago, onde trabalha com o técnico Kamau Murray, e Washington DC, onde é orientada pela ex-tenista Zina Garrison, que foi número 3 do mundo e vice-campeã de Wimbledon. Garrison, que também teve problemas com o peso em seus dias no circuito mundial, sabia bem sua tarefa.

“Estou acima do peso, mas sinto-me confortável do jeito que sou. As pessoas tendem a achar que você não sabe o que está fazendo por causa dos seus problemas. Executei um bom trabalho ao fazer Taylor entender que ela deveria se sentir confortável com quem ela é”, disse Garrison ao Wall Street Journal, pouco depois de a jovem tenista vencer dois torneios nos Estados Unidos e conquistar um convite para a chave principal em Roland Garros.

Chegamos, enfim, a maio de 2014. Com 18 anos, Taylor Townsend disputa pela primeira vez a chave principal de um Grand Slam. Na estreia, derrota a compatriota Vania King por 7/5 1 6/1. Na coletiva, revela o quanto a publicidade de seu problema com a USTA a aproximou de pessoas que vivem problema parecido. “Aquilo me fez mais forte como pessoa, como tenista e no sentido de que saber o que eu passei ajudou outras pessoas”, disse.

Dois dias depois, com torcida contra, Townsend mostrou tudo de seu arsenal e eliminou a francesa Alizé Cornet, cabeça de chave 20, por 6/4, 4/6 e 6/4. Foram curtinhas, bolas anguladas, slices, pauladas chapadas, tudo.

E não foi um jogo fácil. Até poderia ter sido, mas os nervos entraram em quadra. Townsend abriu 6/4 e teve o saque em 4/1 na segunda parcial, mas deixou Cornet reagir e vencer cinco games seguidos para forçar o terceiro set. De novo, Townsend disparou na frente. Abriu 5/1, sacou e perdeu quatro match points no sétimo game. Só no décimo game é que veio a vitória. “Eu estava muito nervosa, mas fico feliz porque lidei bem com aquilo e saí com a vitória”, disse no fim.

Fonte: Blog Saque e Voleio

Confira o vídeo da atleta arrasando na quadra!

A. Cornet v. T. Townsend French Open 2014 Women's R2 Highlights